Mesmo que os fatores da vida sejam previsíveis, mesmo que já tenha tudo determinado, os humanos nunca deixarão de sofrer.
Uma das certezas mais óbvias, mais concretas da vida é do nascer e do morrer. E mesmo todos tendo tal conhecimento, o morrer causa o caos. O caos interior. Devastador. A força de um furacão bagunçando seus sentimentos bons com as suas dores. Dor. Dói. Memórias. Às vezes é como se as memórias fossem combustível pra o aumento da dor. Quanto mais as memórias remeterem ao quanto foi preenchido o espaço por tal ser, mais doloroso será lembrar.
O tempo é mercúrio cromo. Renato Russo disse isso uma vez, e eu nunca esqueci. Talvez precisei crescer um pouquinho pra interpretar bem o que isso quer dizer. Mas se aprende. Todos vão ver que o tempo sara as feridas da vida. As inéditas, as caóticas, as involuntárias, as pré-determinadas.
“O mercúrio cromo causa uma mancha vermelho-forte em tudo o que toca, parecendo até sangue!”
Vai passar. Toda a dor que faz contrair o coração, vai passar. Mas há aquelas que não se apagarão, vão conquistar o seu espaço e você vai apenas aprender a conviver com ela.
Porque o mércurio cromo sara a ferida, mas a mancha de vermelho sangue, essa fica.
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